9 de jun de 2013

Nota sobre minha saída do Nós, Autores

   Em junho de 2011 eu entrei em contato com os representantes de comunicação da Saraiva e lhes apresentei um projeto, chamado "Nós, Autores", pelo qual rapidamente eles demonstraram interesse e abriu o espaço. A partir de setembro daquele mesmo ano o projeto teve início, com apresentação mensal, e durante os 2 anos em que estive a frente dele pude testemunhar o crescimento e a profissionalização da nova safra da literatura brasileira.

   Com o intuito de fazer com que o autor e o leitot interagisse num espaço descontraído, o balanço desses 2 anos de projeto é extremamente positivo. Todos os convidados tiveram suas carreiras exponencialmente aceleradas - alguns, inclusive, tornando-se best-sellers com carreiras internacionais. Dentre os muitos a quem tive oportunidade de entrevistar estão Eduardo Spohr, Ronaldo Wrobel, Raphael Draccon, Patrícia Barboza e Babi Dewet, apenas para nomear alguns. A todos os convidados eu desejo do fundo do meu coração que suas carreiras literárias brilhem ainda mais!

   Porém, desde o início de 2013 muitas coisas mudaram na minha vida, afinal, Janda Montenegro também é escritora e também é uma pessoa normal, como qualquer outra. No início do ano eu mudei de apartamento e desde então estou morando sozinha. Isso trouxe mudanças drásticas na minha rotina e meu tempo livre foi reduzido a quase zero. De verdade. A sensação que tenho é de estar sempre correndo contra o tempo, atrasada com alguma coisa - inclusive com o Nós, Autores.

   Eu me dei conta de que não conseguiria mais manter meu compromisso, afinal, para cada apresentação há toda uma logística que envolve escolher o convidado, ver se a data bate com a agenda, garantir a remessa de livros, marcar a data, ler o(s) livro(s) do convidado, elaborar perguntas. Tudo isso toma um tempo enorme e que eu fazia de coração aberto e o faria sempre, porém, eu não estava mais conseguindo dar conta de tudo isso. E para não fazer mal feito, prefiro deixar o cargo.

   Espero em breve poder voltar. Eu adoraria, de verdade, afinal, o Nós, Autores é e sempre será um projeto de minha autoria e do qual eu sempre terei muito orgulho!

15 de mai de 2013

RT Convention – No final, tudo que importa é um pouco de romance



            Quantos livros você leu sobre um casal apaixonado? Ou quem sabe apenas com aquela tensão gostosa de gostar de alguém que talvez goste de você também? É verdade: todo mundo gosta de se apaixonar e viver grandes aventuras, por isso a revista RT Magazine tomou a iniciativa de criar uma convenção para reunir a todos nós, leitores, autores, editores num evento único no qual o principal objetivo é se divertir. Assim, há trinta anos a RT Convention vem rodando as principais cidades norte-americanas e canadenses, espalhando amor por onde passa.
            E este ano eles receberam a primeira visita oficial de uma brasileira: eu! =^.^=

            Durante os cinco dias de evento é impossível pensar em dormir. A programação começa cedo e rende até o início da noite... quando começam as festas! E quem disse que para por aí? Após a última dança, à meia-noite, todos os festeiros saem da pista e correm para o bar ou pro lobby do hotel, pra continuar a brincadeira. São quase vinte e quatro horas de contato direto com pessoas que te entendem, que dividem o mesmo amor por livros que você e que te dão o maior apoio porque sabem que tem muita gente que torce o nariz para isso. Ou seja, em poucos minutos você conhece dezenas de pessoas e se sente como parte de uma grande família.
            No primeiro dia eu andei para cima e para baixo com a camisa do Brasil. Tinha que mostrar a que vim, certo? O mais legal era que todo mundo parava para falar comigo e quando eu lhes dizia que também era escritora, eles ficavam maravilhados, pediam para tirar fotos comigo e a própria Katryn Falk, fundadora da RT, disse que eu fui a primeira brasileira a ir à convenção – e primeira escritora a fazê-lo também. Me senti uma astronauta!

            O objetivo é reunir pessoas de diversos ramos editoriais para fazer negócios, aprender e também para se divertir. Isso significa que você pode estar na fila do banheiro e dar de cara com seu autor favorito e vocês começarem a trocar uma ideia ali mesmo, ou então você pode estar pedindo um drink no bar e de repente o dono da mais importante editora no mundo te pergunta o que você faz da vida. Acreditem: é exatamente assim que acontece.
            Os painéis e mesas redondas foram bem distribuídos pela programação entre oficinas de escrita, palestras sobre assuntos específicos e mesas de pura descontração. Em um deles eu pude assistir Margareth Stohl, Veronica Roth, Kiera Cass, Colleen Houck e Richelle Mead todas juntas, respondendo perguntas dos fãs. E todas elas e um outro tanto de gente bacana participou da grande sessão de autógrafos no sábado. E dependendo do seu interesse, você tinha a opção de ver Sylvia Day falando sobre como criar personagens cativantes, aprender como a Harlequin escolhe os livros que quer publicar ou meramente ir para uma sessão de karaokê junto com alguns autores e os modelos de capa.
            Ah... os modelos...
            Definitivamente eles merecem um post só sobre eles, mas, com certeza, um evento desse porte precisa de uns gatinhos circulando por aí, né? Agora imagina como a mulherada fica....

            Como se não bastasse a semana perfeita em Kansas City, houve ainda um momento mágico, aquele que eu sonhei a vida toda para realizar e que, de repente, vem assim, quando se menos espera: a neve.
            Sim, nevou, em plena primavera em Kansas City, e enquanto a maioria das pessoas reclamava da queda de temperatura, como boa brasileira que sou, corri para o lado de fora e dancei e rodopiei que nem um filme da Disney. Ainda bem que havia alguém comigo para registrar o momento!
            Esse breve relato não é suficiente para dizer toda a minha gratidão às pessoas que me receberam com tanto carinho lá, e que ainda agora me mandam mensagens me pedindo pra voltar. A RT Convention é um verdadeiro conto-de-fadas que eu recomendo a todos, pois é aberta a qualquer pessoa que ame uma boa história, inclusive você, leitor. E você com certeza vai sair de lá mais apaixonada do que nunca, afinal, tudo o que importa nessa vida é um pouco de romance, certo?

Créditos das fotos: Fifth Element Studios

26 de abr de 2013

Sobre a RT Book Convention




                Muita gente ficou animada com o meu post sobre minha viagem para a RT Book Convention (clique aqui para ver) e por isso, antes de correr para o aeroporto (tenho que sair em meia hora!rs) resolvi escrever rapidinho para que vocês conheçam um pouco mais sobre o que é a RT e como ela chegou ao tamanho que chegou.
                Acreditem se quiser, mas a Romantic Times é, na verdade, uma revista.  Surgiu com uma urgência de mercado: lá nos anos 1970s a quantidade de livros românticos publicados nos Estados Unidos era cerca de 30 por ano, o que deixava o mercado com falta desse material. Também nessa época, o mundo pode acompanhar uma importante mudança comportamental: a revolução sexual, representados iconicamente pela era hippie, o amor livre e o Woodstock.
                Foi  assim que Kathryn Falk, com seu livro “How to write a romance and get itpublished” e sua então revista de resenhas RT Book  Reviews resolveu dar uma agitada no mercado editorial norte-americano e criar uma convenção anual  que, hoje, comemorando seu 30º aniversário, se tornou uma das principais referências mundiais para encontro, debate e negociação de livros de todos os gêneros, mas com uma coisa em comum: uma pitada de  romance.
                É claro que nem tudo são flores e nas primeiras edições Kathryn e sua equipe tiveram que enfrentar diversas dificuldades, mas, felizmente, tanto naquela época quanto agora a convenção pôde contar com ajuda de voluntários  de todas  as partes  do  mundo que, como nós, são amantes dos livros e faz de tudo para colaborar com nossos autores favoritos.  Cada um ajuda como pode, seja todos os dias o dia inteiro, seja com apenas  um par de horas no fim da semana, para ajudar a limpar após o fim da festa.  As vantagens? Bom, além de não pagar para entrar você já estará lá dentro quando o dia começar, e, assim, poderá ser a primeira a ser atendida na fila de autógrafos daqueeeele autor badalado. Legal, né?
                Na 3ª feira à noite eu terei um jantar com a Kathryn e poderei contar um pouco mais sobre como ela é. Quem sabe uma mini-entrevista, com histórias dos bastidores do evento? Até lá, continuem acompanhando os posts , pois a RT Booklovers Convention é, com certeza, a próxima Meca do mercado literário jovem.
                Agora tenho que correr para pegar o avião!

23 de abr de 2013

Nós, Autores - abril/2013



A primeira edição do Nós, Autores em 2013  ocorreu no último 20/04 e foi em grande estilo: pouco mais de trinta pessoas compareceram na Saraiva Rio Sul para conversar sobre mercado editorial comigo e com a jovem autora Iris Figueiredo, nossa convidada.
                No fim de 2011, Iris lançou “Dividindo Mel”, seu romance de estreia, publicado pela editora Draco, de São Paulo (depois de muito procurar, não consegui confirmar essa informação, já que a editora não provê em seu site sua cidade de origem).
                Nessa agradável tarde de outono, Iris contou aos leitores como faz para escrever suas histórias: ela carrega um pequeno gravador sempre consigo, na bolsa, e quando tem uma ideia bacana quando está fora de casa, pega o aparelhinho, faz a maluca e sai gravando os trechos. Adorei isso! Coisa de jornalista, né?

(foto: Gui Liaga)
                E para quem super curtiu a história de Melissa Prudente e como ela fica dividida entre dois gatinhos perfeitos, vai curtir essa super novidade que a Iris dividiu exclusivamente com o pessoal do Nós, Autores: o novo livro que ela está escrevendo conta a história da Mariana, a irmã da  Mel! Agora vamos poder entender porque a Mari é tão mais madura que a Mel, mesmo sendo a irmã mais nova.
                Depois do evento, Iris assinou dezenas de livros e eu sempre fico bem contente com isso, afinal, um dos propósitos do evento é vender livros! =)
                É isso aí, pessoal.  Fiquem de olho que a próxima edição do evento será dia 11/05 às 15hs na mesma Saraiva Rio Sul e  neste dia vamos mergulhar no universo fantástico da Renata Ventura e sua “Arma Escarlate” (Ed. Novo Século).    

                                                     (eu, Raffa e Iris, antes do evento)

13 de abr de 2013

Tirando férias



                Depois de um longo período de muito trabalho e muita novidade, finalmente vou me dar ao luxo de tirar dez dias de férias para recarregar as energias antes da maratona do lançamento do meu novo livro, “Por enquanto, adeus”, previsto para julho deste ano. Mas, claro, como não consigo ficar longe do meio literário, resolvi aproveitar esses dez dias e conferir de perto um enorme congresso literário nos Estados Unidos: o Romantic Times Booklovers (RT Convention, que vocês podem obter mais informações aqui: www.rtconvention.com ).

                Comemorando seu 30º aniversário, a RT Convention é uma reunião anual do mercado literário norte-americano, focado para tudo aquilo que a gente gosta: livros, autores, sessões de autógrafos, lançamentos, painéis sobre mercado editorial, oficinas, workshops, palestras, distribuição de brindes. Porém, mais do que isso, diferentemente dos eventos literários brasileiros, na RT rola também festas, muitas festas, diárias, abertas ao público. Há, inclusive, a festa dos modelos de capa de livro (uiuiui!), as festas temáticas (sério, imagina você indo para o bar pegar um drink e dá de cara com um daqueles morenos sedutores das capas de livro de banca to-do vestido a caráter?) e todas abertas ao público (tem que comprar convite). Já pensou? Você lá se esbaldando na pista de dança e de repente esbarra no seu autor favorito e descobre que vocês amam a mesma banda?

                Para realizar essa aventura, obviamente estou gastando todas as minhas economias, mas, afinal, para que serve o dinheiro se não for para ajudar a realizar nossas pequenas loucuras?

                Então este ano a convenção será realizada em Kansas City, no estado do Missouri. E eu que achei que nunca conheceria essa cidade... Entre outras atrações, a cidade é conhecida por ser o QG do Applebee’s e da fábrica dos cartões Hallmark, além de ter centenas de chafarizes em cada esquina e... hum...  ser conhecida pelos tornados também – mas vamos não pensar nessa possibilidade, certo?

                Como eu não vou lá para fazer turismo, estou mesmo interessada no Bootcamp pré-convenção, no qual me inscrevi e que a um mês do evento todos os alunos já estão em contato entre si e com a professora, demonstrando o grau de organização do negócio! E quando o período de aprendizagem terminar, vem a parte legal: a convenção em si! Dentre outras coisas, já combinei uma entrevista para vocês com as fofas Margareth Stohl e Kami Garcia , da série #DezesseisLuas , além de autografar e bater papo com algumas autoras da atual leva de ya books que estarão presentes (incluindo algumas das séries mais... picantes ;) ). A lista completa dos autores pode ser vista aqui: http://www.rtconvention.com/2013-authors-attending

                Muito legal, né? A boa notícia é que antes, durante e após o evento eu estarei em contato com vocês, contando as últimas novidades do mercado de literatura jovem norte-americana.

                Stay close!

10 de fev de 2013

Colocando a mão na massa


   Desde que me mudei e comecei a pequena obra em minha casa, diversas pessoas vieram me procurar pedindo dicas e perguntando como eu estava fazendo tudo, sozinha. Para facilitar, coloco o tutorial aqui:

1-) Identificando o problema

     Minha parede tinha uma espécie de "saco de ar", que é quando a massa por baixo começa a ficar velha e a inchar; com o tempo, tende a rachar e a cair em pedaços. Como eu queria pintá-la, não faria sentido passar uma nova tinta por cima para daqui a pouco ter que fazer tudo de novo, pois certamente aquele pedaço iria cair.

2-) Comprando o material certo

     Para resolver meu problema eu teria que raspar, passar massa e lixar. Junto com a pintura, consegui um orçamento de R$700,00 - me desculpem, mas eu não podia nem queria pagar esse valor por um quarto e sala! Assim, fui direto numa loja de material de tintas já com o que eu precisava em mente, mas é sempre bom pedir uma ajudinha aos vendedores, eles podem lhe dar dicas importantes - e, afinal, quem não gosta de ajudar uma pobre moça que não sabe o que está fazendo? Então, suba no salto e faça cara de confusa, mas não se deixe enganar! Vá já sabendo do que precisa: lixa, espátula, massa de correr e empenadeira.

3-) Prepare-se

    Antes de começar a destruição, certifique-se de vestir roupas confortáveis e que possam ser sujadas, além de, claro, estar devidamente maquiada. É sério, faz toda diferença! Quando você der um intervalo para lavar as mãos e se olhar no espelho, vai dar graças a Deus por estar minimamente arrumada, apesar de toda sujeira por cima. Se quiser, pode usar luvas na obra, mas elas mais atrapalham do que ajudam.

4-) Destruindo tudo

    Eu usei a empenadeira, mas acho que o certo é a espátula. Com a ponta, fure o "saco de ar" e comece a raspar tudo, até que chegue a parte da superfície em que não precisa mais, por estar dura.  Não se preocupe, você vai saber quando chegar lá.
     Abrir uma lata de tinta ou massa corrida não é fácil! Quando chegou o momento, me dei conta de que eu não sabia como fazer e nem tinha as ferramentas necessárias, então eu parei e joguei no Google para pesquisar. Na falta de chave-de-fenda, usei a própria espátula. Atenção! Procedimento não recomendável se você for uma pessoa desastrada, pois a espátula quebra facilmente e um pedacinho daquele metal pode voar e causar sérios danos. Eu a usei porque era o que eu tinha e era de madrugada, assim, fui levantando todas as bordas da lata até que um dos lados ceda e você consiga abri-la.
      A espátula vai servir para pegar a massa da lata e colocá-la na empenadeira; com esta, espalhe a massa pela parede com força moderada e de modo a tampar todos os buracos e imperfeições que houver.  Não se preocupe se não ficar 100% perfeito - depois fica.
     O ideal é deixar a massa secar por pelo menos 24hs, mas isso vai depender das condições climáticas da cidade.
     Depois de seco, vem a hora de lixar. Certifique-se de que todos os objetos no ambiente estejam bem cobertos e protegidos, porque a poeira produzida ao lixar é muito chata de limpar depois.
     Com a lixa (que é um papel normal, desses que a gente usava na escola), pressione-a em movimentos aleatórios sobre as imperfeições da massa até que a superfície se torne lisa e  homogênea. Seu braço vai cansar, mas uma folha rende bastante, então, continue! Terminado o serviço, passe um pano seco pela parede, para tirar o excesso de pó que tenha ficado.
     Pronto! Agora você já tem uma parede restaurada! Agora é hora de limpar tudo, varrer o chão, tomar um bom banho e descansar!

2 de fev de 2013

Para dizer adeus a alguém


  A morte é sempre um acontecimento inesperado - mas é duplamente dolorido quando na ordem invertida, ou seja, quando um jovem falece e sua família tem que enterrá-lo. É naturalmente injusto.

   Eu não era a melhor amiga do Leo, mas ele era um dos melhores amigos do meu melhor amigo e isso torna a dor duplamente profunda em mim - por mim e por ele, por vê-lo e ouvi-lo chorar sem poder lhe oferecer nada além de minha presença a seu lado. Que é para isso que os amigos existem, apesar do tempo, da distância, da vida.

   Junto com o Leo naquela maldita boate morreu também um pouco de mim, do melhor de mim, dos melhores anos da minha vida. Aquela época de Ensino Médio quando tudo é novidade e nós temos a certeza de que iremos durar para sempre.

   E agora ele se foi. Junto com ele, a inocência de achar que aquela época permaneceria imaculada para sempre.

   Hoje é dia de dizer adeus ao Leo. Que seja apenas um adeus por enquanto, meu caro, e que nós possamos voltar a nos encontrar em uma outra boa época de nossas vidas.